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segunda-feira, 19 de março de 2012

Receituário de revista



O que as revistas femininas deveriam receitar é: 
Não acredite em tudo que ouve. Nem tudo o que diz. 
Suspenda a descrença quando quiser prazer. 
Não subestime os outros,nem os idolatre demais. Seja educada,mas não certinha. 
Faça coisas que nunca imaginou antes. 
Não minta, nem conte toda a verdade. 
Dance sozinha quando ninguém estiver olhando. Divirta-se enquanto seu lobo não vem.

(Martha Medeiros)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobreviventes...




“Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje!


Quando éramos pequenos, viajávamos de carro, sem cintos de segurança, sem ABS e sem air-bag! Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial... Nem data de validade... E tinham também aquelas bolinhas de gude... Que vinham sem instruções de uso.


A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada!


Que horror! A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção...


E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã...


A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até que não déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore... E depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema... SOZINHOS!


Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo: nossos pais às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo. Não existiam os celulares! Incrível!


A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes moles dos tombos! Ninguém denunciava ninguém...


Eram só “acidentes” de moleques: na verdade nunca encontrávamos um culpado.


Você lembra destes incidentes: janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas caíam no terreno do vizinho...???


Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos...


E mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido: na maioria das vezes, nem mesmo nosso pais vinham a descobrir... A gente comia muito doce, pão com muita manteiga... Mas ninguém era obeso... No máximo, um gordinho saudável... Nem se falava em colesterol...


A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes!


Não existia o Playstation, nem o Nintendo...Não tinha TV a cabo, nem videocassete, nem computador, nem Internet... Tínhamos, simplesmente, amigos!


A gente andava de bicicleta ou a pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos... Sozinhos, num mundo frio e cruel...


Sem nenhum controle! Como sobrevivemos? Inventávamos jogos com pedras, feijões ou cartas... Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos, e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso!


Os nosso estômagos nunca se encheram de bichos estranhos! No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes e outros monstros destruidores...aquele cara com um peixe nas costas... (um tal de óleo de rícino).


Alguns estudantes não eram tão inteligentes quantos os outros, e tiveram que refazer a segunda série...Que horror! Não se mudavam as notas e ninguém passava de ano, mesmo não passando. As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza... Os maiores problemas na escola eram: chegar atrasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mal da professora, correr demais no recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho... 


As nossas iniciativas eram “nossas”, mas as conseqüências também!


Ninguém se escondia atrás do outro... Nossos pais eram sempre do lado da Lei quando transgredíamos as regras! Se nos comportávamos mal, nosso pais nos colocavam de castigo e, incrivelmente, nenhum deles foi preso por isso!


Sabíamos que quando os pais diziam “NÃO”, era “NÃO”.


A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas às vezes que ia ao supermercado... Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa... Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos...


Esta geração produziu inventores, artistas, amantes do risco e ótimos “solucionadores” de problemas... Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações, tendências...


Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade...


E não é que aprendemos a resolver tudo!!! E sozinhos...


Se você é um destes sobreviventes...


PARABÉNS!!! VOCÊ CURTIU OS ANOS MAIS FELIZES DE SUA VIDA....


( Luís Fernando Veríssimo )



terça-feira, 13 de março de 2012

DEZ COISAS




Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender


1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.


2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.


3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.


4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.


5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.


6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.


7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".


8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".


9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.


10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.


Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena!

(Luís Fernando Veríssimo)

quarta-feira, 7 de março de 2012

SER TRANSPARENTE


Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente...
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. 
Mas ser transparente é muito mais do que isso. 
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sente... 
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir muros... 


Ser transparente é permitir que a doçura aflore, transborde... 
Mas, infelizmente, a maioria decide não correr esse risco. 
Preferimos a dureza da razão à leveza reveladora da fragilidade humana. 
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da alma... 
Preferimos nos perder numa busca por respostas a simplesmente admitir que não sabemos nada e que temos medo! 
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção. 


E assim, vamos nos afundando em falsas palavras, atitudes, em falsos sentimentos... 
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar... 
A doçura, a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós... 


Uma saudade desesperada de nós mesmos, daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar... 
Porque aprendemos que isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro! 
Quando, na verdade, agir com o coração, poupa a dor... 
Sugiro que deixemos explodir toda a doçura! 
Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis... 
Chega de tentar controlar tanto.... 
Responder tanto...
Competir tanto... 
Tente simplesmente viver, sentir e amar.

(Rosana Braga)

segunda-feira, 5 de março de 2012

PRINCESA MODERNA


Quem conhece...

Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico... 
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: 
_ Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. 
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre... 
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma: 
- Eu, hein?... nem morta!


(Luís Fernando Veríssimo)

sexta-feira, 2 de março de 2012

O DOCE SABOR DE UMA MULHER DESLUMBRANTE




Uma mulher deslumbrante
não é aquela que mais
homens tem a seus pés.

Mas sim aquela que tem
apenas um que a faça
realmente feliz.

Uma mulher formosa não
é a mais jovem.
Nem a mais frágil, nem aquela
que tem a pele mais sedosa ou
o cabelo mais chamativo.

É aquela que com apenas
um sorriso franco e aberto
e um bom conselho pode
alegrar-te a vida.

Uma mulher de valor não,
é aquela que tem mais
títulos ou cargos academicos,

E sim aquela que sacrifica
seus sonhos temporariamente
para fazer felizes os demais.

Uma mulher deslumbrante não
é aquela mais ardente e sim a
que vibra ao fazer amor somente
com o homem que ama.

Uma mulher deslumbrante não
é aquela que se sente adulada
e admirada por sua beleza e
elegancia,

E sim aquela mulher firme
de caráter.
Que pode dizer "Não".

E um Homem...

Um homem deslumbrante
é aquele que valoriza uma
mulher assim...

Que se sente orgulhoso de
tê-la como companheira...

Que sabe acaricia-la como
um músico virtuoso toca
seu amado instrumento...

Que luta a seu lado compartilhando
todas as suas tarefas, desde lavar
pratos e preparar a mesa, até
devolver as massagens e o carinho
que ela te proporcionou antes.

A verdade, companheiros homens
é que as mulheres com mania de
serem "mandonas" não levam
vantagens...

Que tolos temos sido e somos
quando valorizamos um presente
somente pela vistosidade do pacote...

Tolo e mil vezes tolo o homem que
come sobras na rua, tendo um
deslumbrante manjar em casa!

Esse texto é para as mulheres
deslumbrantes para reforçar
sua auto estima e para os homens
para que meditem sobre isto.

(Gabriel Garcia Márquez)